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História Local

Fazer a história de uma localidade ou região implica recuperar memórias disseminadas por um conjunto de vestígios onde o espaço e as sociedades se inscrevem.

O interesse pela história local teve grande popularidade, no século XIX, com as “monografias locais”, que registavam os principais factos históricos das  localidades, biografavam os seus mais ilustres autóctones e registavam os usos e costumes tradicionais e inventariavam os ditados, as receitas medicinais ou gastronómicas, as formas variadas de literatura oral.
Face à diversidade dos temas possíveis de abordar, em consonância com a trajectória da vida das comunidades, a investigação é complexa, exigindo que se percorram arquivos, bibliotecas, museus, etc., ou seja todos os locais onde a memória da presença humana se encontra preservada.
Antes mesmo de se procurar um documento de arquivo, e a fim de se obter uma visão de conjunto e se gizarem os contornos do estudo que se pretende fazer, importa conhecer, desde logo, a bibliografia já publicada sobre a localidade ou região, recorrendo, em primeira instância, a obras de índole geral, tais como enciclopédias e dicionários.
De entre outras, consideramos de uma enorme utilidade as seguintes obras de síntese e de referência:

Dever-se-á, em seguida, procurar a bibliografia especializada, destacando-se as monografias de história local.
A identificação de documentos de arquivo exige que a investigação se processe em vários fundos. A Torre do Tombo dispõe de um instrumento indispensável ao investigador, que simultaneamente lhe permite a selecção dos fundos arquivísticos e o orienta no acesso aos documentos, através da indicação dos respectivos ID (Instrumentos de Descrição). Trata-se do Guia Geral dos Fundos da Torre do Tombo.

Forais - Encontram-se também dispersos por diversos fundos e colecções, tais como Chancelarias Régias, Gavetas, Leitura Nova, etc. Torna-se, pois, de primordial valor o contributo de Francisco Nunes Franklin, cuja obra Memórias para servir de índice dos forais (…) fornece todas as indicações necessárias. Disponível na Torre do Tombo (ID: L 483)

Memórias Paroquiais, de 1758 (organizado alfabeticamente por freguesias)

Alfândegas de Lisboa (ID: L 266. Inventário publicado)

Alfândega do Funchal (ID: F 77)

Alfândega do Porto (ID:L 533)

Feitos da Coroa

Casa do Infantado (ID: L 13, C 7)

Casa das Rainhas (ID: L 13, C 8)

Chancelarias das Ordens Militares

Chancelaria régia (ID: L 20 a 206, por ordem sequencial de reinados, de D. Afonso I a D. Pedro IV. As Chancelarias de D. Duarte e de D. João II dispõem de base de dados impressos)

Corpo Cronológico (ID: L 223 a 234; L 299 e 299A; C 79 a 169A)

Conselho da Fazenda (ID: L 212 a 512, C 27. Inventário publicado)

Desembargo do Paço (ID: Inventário publicado)

Documentos do Reino do Algarve (L 487)

Gavetas (ID: L 267 a 273)

Impostos (ID: L 510 e 511)

Inquirições (ID: L 278 a 280

Junta do Comércio (ID: L 305)

Leis e ordenações (ID: L 306 a 310A)

Ministério da Instrução Pública (ID: L 378 a 379)

Ministério do Interior (ID: L 497)

Ministério dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça (ID: L 380)

Ministério do Reino (ID: L 210 e 382, Inventário publicado)

Núcleo Antigo (ID: L 574, Inventário publicado)

Provedoria e Junta da Real Fazenda do Funchal (ID: L 266, F 77)

Provedoria de Santarém e Tomar (ID: L 446, C 742 a 916)

Provedoria de Setúbal (ID: C 917 a 970)

Provedoria de Torres Vedras (ID: C 791)

Provedoria de Ourique (ID: L 447)

Registo Geral de Mercês

Registo Geral de Testamentos (ID:L 479 e 480, C 992 a 1060)

Para representações iconográficas sugerimos a consulta dos fundos e colecções seguintes:

Casa Real

Casa Cadaval (ID: L 523)

Livro das fortalezas situadas no extremo de Portugal e de Castela

Ministério do Reino

Júlio de Castilho

Última Actualização: 20 de Novembro de 2009