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Calendário Gregoriano (1582)

No Ano Internacional da Astronomia em que se evocam os 400 anos das observações astronómicas feitas por Galileu Galilei, através de um telescópio, revolucionando o paradigma científico até então acreditado, o documento do mês de Dezembro apresenta a lei de D. Filipe I de 1582 onde se adopta o Calendário Gregoriano.

O Calendário Gregoriano, assim chamado por ter surgido da reforma implementada pelo Papa Gregório XIII, nasce da necessidade de fazer regressar o equinócio da primavera a 21 de Março e desfazer o erro de 10 dias que então ocorria por consequência da metodologia aplicada na contagem do tempo do calendário juliano. Este causava discrepâncias na marcação da data da Páscoa. Depois de ouvidas várias instituições científicas, criou-se uma comissão formada pelos melhores astrónomos e matemáticos da época, encarregue de estudar este problema. Surge, consequentemente, o projecto apresentado pelo astrónomo Luís Lílio em 1577. Ouvidos numerosos príncipes, bispos e universidades estabelecem-se então os princípios essenciais do novo calendário. Gregório XIII publica a Bula Inter Gravíssimas em 24 de Fevereiro de 1582, estabelecendo que o dia imediato à quinta -feira, 4 de Outubro, fosse designado por sexta - feira, 15 de Outubro.

A forma como os países aderiram a esta reforma foi diversa e lenta.

Actualmente o calendário gregoriano pode ser considerado de uso universal. Os povos que por motivos religiosos, culturais ou outros continuam a usar calendários tradicionais, utilizam o calendário gregoriano nas suas relações internacionais. Torre do Tombo, Colecção de Leis, mç. 3, doc. nº 36 (código de referência: PT/TT/LO/3/3/36).

  

Última Actualização: 7 de Dezembro de 2009